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Existe uma corrente do bem?

red-and-blue-pillsSem me alongar sobre os conceitos sobre o bem e o mal e as relações de causa e efeito produzidos por nossas atitudes, gostaria de compartilhar com vocês uma experiência que vivencie e deixar o título do texto para ser respondida no final.

Vou relatar um fato que aconteceu comigo, estava na estrada em direção a uma cidade localizada há uns 80 quilômetros de São Paulo para comemorar um aniversário e, como alguns sabem, as estradas brasileiras passaram a exigir que os faróis do carro permaneçam acessos, sob o risco de levar uma multa. Durante a viagem, percebi vários carros atrás de mim com as luzes apagadas, depois de um certo tempo um carro especifico me chamou a atenção e senti a necessidade de avisá-lo, diminui a velocidade e quando ele estava me ultrapassando, fiz sinal com a mão tentando alertar o motorista.

Confesso que foi um tanto engraçado estar a 100 Km/h, gesticulando com outro motorista a meu lado, mas, felizmente ele entendeu, ascendeu os faróis e me agradeceu buzinando.

Passados uns 5 minutos depois desse fato, meu carro começou a falhar e notei que havia me esquecido de colocar combustível (impossível descrever a fisionomia da milha mulher nessa hora)! Rapidamente, notei que havia um ponto de ônibus e uma pequena entrada que dava acesso a um pequeno vilarejo, entrei e parei o carro na frente de uma pequena igreja em reforma, observei que ao lado havia um carro parado com 2 senhores e uma criança, era um veiculo simples e as pessoas aparentavam morar na região. Assim que desci do carro perguntei onde era o posto mais próximo, pois estava sem combustível.

Ele me respondeu que há uns 3 km a frente havia um posto de abastecimento e eu disse a ele: “Meu amigo, acredito que não fui claro, estou sem combustível e não consigo chegar até lá! Você sabe onde posso encontrar um táxi que me leve até lá?”

Ele respondeu: O senhor tem um galão?

Eu: Não, mas posso comprar um lá.

Ele: Deixa eu ver se tenho um aqui no carro.

Neste momento, eu pensei comigo mesmo: bem… pelo menos arrumei um galão, mas como chegarei até o posto?

O rapaz abriu o porta malas do seu carro, procurou o galão e voilà, lá estava ele, virou-se para mim e disse: Entre que eu te levo.

Não tinha como recusar tal oferta, entrei e rapidamente chegamos, trocamos algumas palavras durante o trajeto, abasteci o galão e voltamos, esvaziei-o no tanque, liguei o carro e funcionou (ufa)! Agradeci imensamente o favor que ele havia me feito, ele disse que não era nada e me desejou boa viagem. Subi no carro e segui até o posto para completar o abastecimento e seguir viagem.

Tudo isso levou menos de 15 minutos, de volta a estrada, conversando com a minha esposa sobre esse “incidente” (já que ela estava mais calma), elogiei a atitude do rapaz e disse que ainda havia pessoas boas no mundo e fiquei refletindo sobre a existência ou não uma corrente do bem, ou seja, quando fazemos o bem recebemos o bem.

Voltando a ideia inicial do primeiro parágrafo e gostaria da opinião de vocês: Você acredita que o fato de um pouco antes eu ter avisado o outro carro sobre a necessidade de acender os faróis, a causa e efeito dessa atitude pode ter sido a benevolência do rapaz que me ajudou?

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